SELO CLEAN & SAFE

O Turismo de Portugal distinguiu a Green Mountain Madeira com o Selo Clean & Safe em reconhecimento das boas práticas na implementação das recomendações da Organização Mundial de Saúde e do SNS referentes à Covid-19.

Antes de iniciar o tour e já com todos os participantes devidamente equipados com material de higiene e segurança, o guia desinfeta as mãos de todos e explica quais os procedimentos a adotar durante o tour no que diz respeito:

– À abertura e fecho de portas;
– Ao distanciamento social;
– Ao lugar onde os excursionistas irão sentados (não se poderá trocar de lugar);
– Ao contacto com as mãos;
– Às visitas e pontos de interesse durante o tour, nomeadamente como deverá ser o
comportamento para evitar riscos desnecessários com terceiros;
– Ao reconhecimento e obediência das regras de higienização do grupo impostas;

Há 100 milhões de fundos para a floresta, mas apenas 10 milhões de intenções de investimento

A Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA) diz que há “falta credibilidade” e que, “enquanto se mantiver esta forma de validação dos projectos, as empresas e as associações estão muito relutantes para elaborarem qualquer candidatura”.
O Ministério do Ambiente e da Acção Climática lançou a 24 de Março cinco anúncios de apoio ao investimento na floresta no âmbito da Operação 8.1.1. do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020). A dotação global ascendia aos 100 milhões de euros, que se destinavam a apoiar o investimento na florestação de terras não agrícolas, na reflorestação de áreas ardidas, na prevenção da floresta contra agentes bióticos e na melhoria da resiliência, do valor ambiental e do valor económico das florestas. O nível de apoio variava entre os 65% e os 90%, de acordo com o tipo de operação, a tipologia dos beneficiários e a localização dos investimentos.
Findos os prazos, a verba dos 100 milhões ficou longe de ser esgotada. Foram submetidas “79 candidaturas”, que apenas contemplam intenções de investimento no valor global de “10,1 milhões de euros”, confirmou ao PÚBLICO fonte do Ministério de João Pedro Matos Fernandes. Encontram-se “em pré-registo na plataforma mais de 220 candidaturas”.
Questionada sobre as razões da prorrogação dos prazos de candidatura, entretanto ocorrida, fonte oficial do Ministério do Ambiente explicou que “os cinco anúncios em questão foram lançados durante o estado de emergência, decretado em virtude da situação de emergência de saúde pública internacional ocasionada pela doença Covid-19”.
Ora, “apesar desta situação, que sabíamos que poderia comprometer diligências necessárias para a elaboração e submissão de candidaturas, como por exemplo a deslocação ao terreno por parte dos promotores e consultores, atendendo ao muito trabalho técnico e administrativo que já se encontrava desenvolvido e à conveniência da divulgação das condições de financiamento junto dos promotores, optou-se por não adiar o seu lançamento, admitindo-se desde logo a sua prorrogação caso a situação de emergência e calamidade se prolongasse, como veio a suceder”, diz o Ministério.
Assim, “apesar de o número de candidaturas submetidas ter aumentado significativamente depois da transição do estado de emergência para o estado de calamidade, a prorrogação dos prazos revelou-se necessária, como sucedeu com muitos outros apoios do Estado”, acrescentou a mesma fonte.
O Ministério tutelado por João Matos Fernandes faz questão de “referir que estes apoios prevêem duas fases de candidaturas, que vão decorrer de forma sequencial (terminando em Outubro/Novembro conforme as operações)”. Isto quererá dizer que “uma menor procura neste momento, para além de se considerar natural e compreensível, considerando a situação que o país atravessa, poderá ser compensada até ao fim do período de candidaturas”. E, para além disso, “o histórico destes programas demonstra que a grande maioria das candidaturas surge no final do período de submissão”.
A dotação global de 100 milhões de euros destina-se a apoiar o investimento na florestação de terras não agrícolas, na reflorestação de áreas ardidas, na prevenção da floresta contra agentes bióticos e na melhoria da resiliência e do valor e económico das florestas. ANDRÉ RODRIGUES…